ENGANAÇÃO (O RETORNO)


"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou nesta quarta-feira o aumento de impostos e o lançamento de um pacote de medidas compensatórias como alternativas para o fim da cobrança da CPMF" (Folhaonline).

E o que se viu, poucos dias depois?

Primeiro o aumento do (IOF), em 0,38%, o mesmo percentual cobrado na CPMF, sobre todas as operações de crédito, câmbio para exportar produtos e para serviços e operações de seguro. Além disso, a alíquota paga por dia foi dobrada. Em segundo lugar, o aumento da alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para o setor financeiro, como os bancos. O percentual subiu de 9% para 15%.

Agora, o envio da proposta de reforma tributária está todo enfeitado com as flores do paraíso e nova promessa de que não haverá aumento de impostos. Difícil de acreditar.

Os tributaristas, entretanto, acreditam que:

1. A proposta foi feita às pressas e "jogada sobre o legislativo", segundo Robson Maia Lins, professor do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (Consultor Jurídico).

2. A carga tributária vai aumentar. Segundo o advogado Sacha Calmon: “Com essa reforma, vão criar outra CPMF. Vão conseguir arrecadar R$ 30 bilhões a mais” (Consultor Jurídico).

Na mosca, CQD.

Já calejados pela contumácia da mentira e da enganação, os tributaristas só confirmam o que já sabe todo brasileiro pensante: se Luiz Inácio da Silva e o Mantegna disseram que não haverá aumento de impostos, pode ter certeza que o aumento virá e será enorme.

P. S. do post: Para alegrar mais a vida e nos incentivar ao exercício contínuo da moralidade, ficamos sabendo que o homem da vaca amarela (lembram-se?) está lutando com o homem dos marimbondos de fogo: Ambos querem mandar na Petrobrás. Que país é este, afinal?

P.S.2. Para alegrar um pouco o final de semana, que nem só de aproveitadores podemos viver, indico-lhe uma visita a este blog de música. Uma delícia!

3 comentários:

Fábio Mayer disse...

É o que digo. Se não houver mobilização da sociedade, essa reforma será apenas um aumento de impostos, porque a proposta do governo tem aparência boa, mas em direito tributário, as coisas se resolvem nos parágrafos e incisos, em pequenas coisinhas que geram grandes efeitos.

E tem aparência boa, embora seja parcial: a proposta não mexe nem no IPI (que deveria ser unido ao ICMS) nem no IOF e o IR do ano que vem será tratado de modo diferente, com uma lei específica.

Mas eu aposto que essa reforma não passará de apenas uma proposta, ela mexe radicalmente no ICMS e isso incomoda SP, MG, RJ e RS.

Ferra Mula disse...

Sensacional o blog de música.
Já está entre os meus favoritos.

Stella disse...

concordo com o Fábio, duvido que saia algo, tanto a arrecadação está sempre em alta
adorei a dica do blog!