ATÉ QUANDO VAMOS FINGIR?



Desde o primeiro ano do governo petista comandado por Luiz Inácio da Silva, o desrespeito às leis do país vem sendo engolido por todos porque este, afinal, era o governo do operário, o pai dos pobres.

Com base nesta falsificação, de antemão conhecida, todos se calaram, principalmente a oposição, acovardada desde o início, diminuída por sua inércia, pelo medo das "massas" que não passavam de miragem naquele momento.

Depois que o governo petista, comandado por Luiz Inácio da Silva, mostrou com provas documentadas que iria se construir sobre os alicerces da mentira, da corrupção e do cinismo dos seus integrantes e aliados, todo mundo se calou, mesmo sabendo.

Depois que Luiz Inácio da Silva e seu partido traíram os trabalhadores, privilegiando as corporações que o sustentam e implantaram o arremedo de administração que hoje sofremos, sem que nenhuma das áreas sociais -primeiro dever do governo- sejam consideradas, todo mundo se calou, mesmo sabendo.

Depois que Luiz Inácio da Silva e seus lacaios, comprados a peso de ouro e pagos com o dinheiro dos contribuintes, instituíram a defesa incondicional dos corruptos, desde que estes pertencessem ao séquito vermelho, todo mundo se calou, mesmo sabendo.

Todos se calam, covardes ou vendidos, diante da audaciosa ilegalidade posta em prática pelos integrantes da nave petista. Todos fingem nada saber, como Luiz Inácio ensinou.

Quase todos se venderam neste país. Para estes, a afronta constante à constituição não importa. Mais vale uma emenda, uma manchete, um holofote, um cargo para a sogra ou uma bolsa no exterior. Mais vale vender parte do país para estrangeiros que paguem bem. Mais vale comprar votos, almas, bandidos. Mais vale tudo, vale tudo, pobre país!

Instituído o mercado em lugar da república, todos se colocam à venda, e mentem, mentem, mentem descaradamente, como esses integrantes da cpi dos cartões; mentem como mamãe-pac; mentem como os ministros deste governo; como a insuportável ministra do relaxa-e-goza; como todos esses que roubaram o dinheiro público usando os cartões; mentem todos os vassalos de Luiz Inácio que ensinou a todos os benefícios da mentira.

Mente a mídia, comprada, submissa, covarde; mentem as instituições violentadas pelo petismo, mentem os intelectuais e os professores aos seus alunos; mentem tanto, meu Deus! E todos se calam diante da enorme mentira em que vivemos.

Quando uma nação inteira se cala diante de tanto desrespeito, de tanto abuso, de tamanha imoralidade, as esperanças dos honestos vão morrendo lentamente.

Quando a esperança é morta, não há mais o que perder, ficamos à deriva. Há então, que haver cuidado, muito cuidado porque, nestas circunstânciasm tudo pode acontecer.

14 comentários:

Alexandre, The Great disse...

Não, Saramar. Não é bem assim que funciona. Nós não estamos esmorecendo, mas tão somente perdendo a capacidade de nos indignarmos. Daí que tudo aquilo que sobrevêm, é recebido com ironia, deboche. Houve um tempo que a sublimação da indignação me levou à fúria, ao rancor, ao ódio mortal pelos crápulas. Hoje os enxergo como seres inferiores, rastejantes, vermes mesmo, que se alimentam da podridão vergonhosa da desonestidade corrupta de suas mentes doentias.
Neste caso eles mesmos se auto-destroem, pois os bens materiais são limitados e a volúpia dos corruptos é insaciável. Logo estaremos assistindo um roubando o outro, e a seguir matando-se mutuamente. Já estamos assistindo um episódio assememlhado neste caso da VARIG. Mas outros surgirão, pois no reino da anomia, vale a "lei do mais forte".

Desculpe minha ausência, viu?

Beijos,

Ricardo Rayol disse...

Todos venais, uma coisa que não se pode negar é que o PT conseguiu armar uma arapuca bem inteligente com a isca do dinheiro público.

shirlei horta disse...

Só más notícias, tristezas, contrariedades.

Essa página precisa de um coração de perua, brincos, batom, roupa justa, gafes, risos.

Cadê as poesias?

shirlei horta disse...

Achei: Meu Nome não é Johnny ganhou um festival de filmes em Miami e o Selton Mello foi premiado como melhor ator.

Olha que dez!!!

tita coelho disse...

ai ai Sara... realmente tudo isso é o quadro da dor menina! Fico indignada, todo dia uma nova "surpresa"
beijos

DO disse...

Palmas a vc,SARAMAR.

Muitas palmas!!

De pé,inclusive.

Beijos!

posturaativa disse...

a esperança, juntamente com a ética, já morreu
só falta sepultar o povo que definha por inanição

Anônimo disse...

Que mané morrer coisa nenhuma .. ta doido .. eu quero mais é viver .. a vida é bela e o Brasil é lindo .. se o governo que ai esta não presta, a culpa não é dele .. o grande culpado no caso sou eu .. que o elegi .. resta agora em outubro começar mudar esse estado de coisas .. é com o meu voto que vou inverter essa situação.. um beijo arrependido do amigo carioca .. guto leite
www.chutandoobardi.blogger.com.br

Luma disse...

Seu texto me fez lembrar de uma entrevista concedida por Dom Luiz Cappio em torno do Rio São Francisco, das alternativas ao projeto de transposição, do futuro do rio e do governo Lula. Ele perguntou: Qual é o Brasil que nós queremos? e vou copiar aqui palavras do discurso, pois são palavras de alguém revoltado com o esquema que se instalou.

“É o grande momento dos movimentos populares se levantarem. É o grande momento das universidades, das cabeças pensantes, das igrejas, de todos aqueles que se sentem cidadãos brasileiros se levantarem. Nós não podemos deixar que um grupo de pessoas truculentas, com interesses duvidosos entreguem a nação (…), é o grande momento da cidadania falar mais alto, da brasilidade falar mais alto e dar gritos em defesa da nação brasileira”.

Vale lembrar que ele esteve muitos anos ao lado de Lula, até este chegar à presidencia, abandonar os movimentos sociais e obedecer ao grande capital internacional.

Assim como todos os brasileiros que teimam em sua dignidade, este pastor teve a sua engrandecida por ser lembrado como um defensor de uma grande causa.

O povo perde esperança quando perde o foco, perde os objetivos para lutar.

Ferra Mula disse...

Saramar,
O Brasil virou palco da esculhambação, da imoralidade, da hipocrisia, de tudo quanto pode ser considerado desqualificado.
O que podemos esperar de um Presidente da República que em pleno exercício de seu mandato requere uma segunda cidadania de outro país? Entendo isto como que nem ele confia em nossas instituições. Requere-la é um direito, mas bem que poderia ser solicitada antes ou depois de cumprir seu mandato. Este é o DNA de um povinho meia sola. De resto voce já disse tudo.
Um abraço do Airton

BARRETOS EM FOCO disse...

Oi , Saramar!
Tem uma nova entrevista lá no abismo, imperdível




Charles London - o irreverente, mordaz e de finíssimo humor legitimamente britânico -,
uma das inteligências mais brilhantes do nosso país, concede uma entrevista incendiária direto do Abismo!"
Participe você também e compartilhe com os amigos!
Um grande abraço

http://darkabysses.blogspot.com

Star disse...

Saramar querida, não se constroe algo bom em cima do sangue derramado, da mentira, da podridão. Acho que a sabedoria popular espera que o passado cobre seu prêço, mais cedo ou tarde os cadáveres deixados pelo caminho voltam pra assombrar seus algozes.

Anônimo disse...

A Leniência das autoridades do MPF, STF e OAB, causa estranhesa a forma com que essas autoridades estão coniventes com a bandalheira generalizada no nosso país.

General Heleno o grande ESTADISTA e patriota deu o primeiro grito de alerta, prescisamos do segundo, terceiro etc... Pra ver se as autoridades saem da inércia. Ou apareçam outros PATRIOTAS E ESTADISTAS.

Freeman disse...

Parabéns Saramar,
Ótima, sintética e contundente a sua descrição do absurdo ambiente político que vivemos, desde a posse desses sindicalistas desqualificados (o que é uma redundância).
Precisamos achar um meio mais eficaz de lidar com essa alcatéia que dilacera a república, zomba das leis e da integridade dos cidadãos. Ficamos aquí esperneando na Internet, enquanto esses animais, sequer lêem. E aí, desapontados pela ausência de uma oposição verdadeira, lembramo-nos daquela (revoltante) máxima: "Cada povo tem o governo que merece"...
Bjão