FHC E A RAPOSA (COM SUAS UVAS)

A inveja é uma admiração que se dissimula. O admirador que sente a impossibilidade de ser feliz cedendo à sua admiração, toma o partido de invejar. Usa então duma linguagem diferente, segundo a qual o que no fundo admira deixa de ter importância, não é mais do que patetice insípida, extravagância. A admiração é um abandono de nós próprios penetrado de felicidade, a inveja, uma reivindicação infeliz do eu.

Soren Kierkegaard, in "O Desespero Humano"



Finalmente, o presidente Fernando Henrique Cardoso deu a mão à palmatória. "Até que enfim", clamam os cidadãos que se opõem ao atual governo (?).

Finalmente, Fernando Henrique, acostumado a passar a mão na cabeça escovada de Luiz Inácio, como se este fora um filho rebelde, reconheceu e ilustrou com os fatos, o que norteia a conduta deste indivíduo.

Luiz Inácio tripudia sobre a inteligência, sobre a urbanidade, sobre a formação acadêmica, sobre a coerência exigida diante da necessidade do cumprimento das leis que regem o pai.

Luiz Inácio sempre criticou todas as ações do governo anterior, taxando-as de danosas ao país, ao mesmo tempo em que as copiou, mudando apenas o nome e as ampliou e fingiu ser o criador – como, aliás, fez com tudo que existe “neste país.

A crítica do governo anterior a este presidente, cujo mandato está terminando (graças a Deus), tem apenas uma origem.

Esta origem não está relacionada à irresponsabilidade contumaz dos governantes brasileiros que costumam abandonar projetos iniciados pelo antecessor. Também não está relacionada à percepção de que os projetos anteriores eram insustentáveis ou danosos. Se algumas destas duas situações fossem reais, o atual presidente não teria incorporado aqueles projetos à sua prática política, ainda que, rotineiramente, negue sua origem, efetividade e importância para os cidadãos brasileiros.

A origem, o leitmotiv do Luiz Inácio é a inveja, nascida do complexo de inferioridade do atual governante (?) em relação ao seu antecessor. Desta inveja imensurável, nascem as ironias, as sandices proferidas sempre que há um descuido dos assessores e, mais grave, o desprezo pela educação, pela formação acadêmica, pela erudição.

Inveja, pura inveja!

4 comentários:

Ronald disse...

Além de invejoso, é uma pessoa que abre a boca e critica quando a coisa é contrária a ele mas, quando favorável, faz exatamente aquilo que criticou no passado. Como podemos denominar isso???

Anônimo disse...

Acho muito útil a experiência que Lula teve lidando com trabalhores e entendo seu dia-a-dia e suas reais necessidades. Não acho necessário ter ido pra faculdade pra ser um bom governante, mas é espantoso que um presidente trate educação, fale de educação com tanto desdém. Se educação superior formal não é necessariamente garantia de bom governante, conhecimento histórico do povo sob seu governo, e não somente especulações ("nunca na história desse país") é fundamental.
Ele não precisaria ter inveja de FHC. Se tem, não serve mesmo pra ser presidente.
Karynne

Anônimo disse...

Se ele tem tanta inveja, talvez ele saiba, no íntimo, de suas indesculpáveis limitações.
Karynne

tunico:uma pessoa comum,branco de olhos azuis disse...

Saramar, eu não sei o que FHC pode ter feito a Lula no passado para ele ter este ranço.Mas é notória a inveja. Outro dia li num blog que se FHC se jogar num abismo, Lula no dia seguinte fará o mesmo. Eu penso que aí tem um complexo freudiano no meio. Fernando Henrique é tudo que Lula queria ser e não foi.E não podemos esquecer que Lula perdeu 2 vezes as eleições no primeiro turno. Isso deve ter calado fundo na psiquê do ex-operário. Mas peço a você uma colaboração. Estamos todos empenhados em divulgar a convocação feita por Augusto Nunes, pelo Coturno Noturno e agora pelo Estadão(veja a edição de sábado) para o debate público entre FHC e Lula.Divulgue, por favor.Mais do que qualquer campanha política, este debate será mais do que esclarecedor.

Um abraço.