A FARSA DO LÍDER DESENVOLVIMENTISTA

O Brasil é um país que, superada a fase inflacionária e, estabelecidas as fundações de respeito às regras contratuais, entrou, em consequência natural, em uma fase de crescimento econômico. Tal circunstância deveria ter levado o país a um nível de desenvolvimento semelhante ao experimentado por países como o Chile, por exemplo, para ficar aqui por perto.

Apesar de todas as crises econômicas internacionais que enfrentou (no total, foram nove), o governo de Fernando Henrique Cardoso deixou sólidos fundamentos econômicos e monetários que deram ensejo a uma esperança de modernização e de desenvolvimento ao nosso país. As excelentes condições de governabilidade encontradas por seu sucessor são prova deste fato.

Dizem que Deus é brasileiro e, às vezes, devemos acreditar nisto. Por exemplo, imagine o atual cenário econômico e político do Brasil se, durante os anos 90 do século passado, em meio à sucessão de crises, este país estivesse sendo governado (?) por Luiz Inácio da Silva e o petismo! Seríamos, hoje, uma Venezuela, pobre país, vitimado por um louco que, aos seus delírios de grandeza, mistura o comunismo copiado dos ditadores cubanos.

Se o Brasil cresceu economicamente, a ponto de pleitear algum protagonismo no mundo globalizado, foi a partir do governo do PSDB. Depois da ascenção do lulo-petismo, o desenvolvimento brasileiro ficou estagnado. Estudos imunes à retórica esquerdista indicam que o governo do Luiz Inácio “é responsável pela perda da oportunidade extraordinária criada pelo contexto internacional pós-2002 que permitiria colocar o país em trajetória de desenvolvimento econômico estável e dinâmico”. Segundo estes estudos, considerando uma escala de variáveis macroeconômicas dos governos Sarney, FHC II e Collor, o desempenho do atual governo fica em quarto lugar, ou seja, revelou-se pior que os todos os anteriores.

O desenvolvimento de um país está condicionado à elevação da qualidade de vida dos cidadãos, como um todo. A qualidade de vida envolve o acesso aos direitos sociais previstos na Constituição e que devem ser dispensados pelo Estado, na contrapartida dos impostos que arrecada.

Em vista destes conceitos, pode-se afirmar que, apesar da caríssima propaganda oficial, paga com o dinheiro público, depois de oito anos de governo do “lula”, o Brasil não se desenvolveu.

O governo (?) de Luiz Inácio da Silva é um fracasso em termos de desenvolvimento. Não poderia ser diferente porque este governante nunca investiu nas áreas cujas ações são de exclusiva responsabilidade do Estado.

Nas duas gestões de Luiz Inácio da Silva, a segurança pública foi ignorada porque o governante não teve coragem de por em prática a necessária reforma institucional do sistema vigente, cujos resultados não seriam percebidos durante o seu (ou os seus) mandato (s). Ou seja, apesar de ter gasto recursos públicos para elaborar um plano nacional de segurança pública, Luiz Inácio recuou, deixando a sociedade e os eleitores que nele acreditaram, à mercê do crescimento inelutável da violência. Agora, visando à eleição de sua marionete, a Dilma, o governo promete investir mais de 3 bilhões de reais nesta área. Só brasileiro acredita, como diria aquela personagem humorística do século passado.

Nas duas gestões de Luiz Inácio da Silva, a educação foi transformada em instrumento político-eleitoral, ou seja, em mero instrumento de angariar votos, uma vez que:
a) nas universidades públicas estão alojados os ideólogos do lulo-petismo que – independente do sucesso ou do fracasso da ideologia que defendem e movem o governo (?) – precisam garantir a eternização de sua doutrina e, em consequência, do seu espaço e do seu salário, usando jovens politicamente inocentes para estes fins;
b) o governo lulo-petista incentivou o surgimento inumerável de instituições destinadas ao ensino médio e superior, independente de qualquer avaliação. Este é o resultado do tal Prouni que se limita a comprar (e pagar com dinheiro público) as vagas ociosas nas escolas particulares, independente da qualidade do ensino que ministram. Assim, em cada esquina do país, nasceu uma faculdade, como acontece com os botecos ou as igrejas caça-níqueis.

As consequências desta política são percebidas pelo próprio MEC que, a cada ano, avalia estas “escolas”, a maioria considerada incapaz de ministrar qualquer ensinamento.

Nas duas gestões de Luiz Inácio, a saúde pública, baseada na utopia do SUS, continuou a ser um desastre e, sem trocadilho, um amargo e inacessível remédio para quem dela depende. As tragédias diariamente mostradas na mídia demonstram o quanto a lei e as ações governamentais estão longe dos cidadãos que dependem do Estado para cuidar da saúde. Falar sobre a epidemia de dengue, por exemplo, é redundância. Mostrar as pessoas dormindo em filas para conseguir, não a consulta médica, mas uma senha, é outra constância. Ver gente morta por falta de assistência é tão comum, neste país do “lula”, que nem incomoda alguém.

Em que área, o país se desenvolveu se Luiz Inácio não pensa em desenvolvimento e sua retórica se baseia no aumento do consumo? Hoje (19 de maio de 2010), em Madri, ele ressaltou justamente o fato de ter transformado “cidadãos que eram marginalizados em consumidores”. Pensamento estranho para um esquerdista, não? Mas Luiz Inácio não é esquerdista; ele é arrivista. Então, para ele, qualidade nunca foi importante.

Por outro lado, vemos, constantemente, o “lula” anunciando, investimentos em outros países, principalmente naqueles dirigidos por algum governante “companheiro”. Neste caso, as cifras são estrondosas, como, mais recentemente se vê aqui.

Coroando o desastre, Luiz Inácio, nos momentos finais do seu governo (?) está usando a política externa, comandada por duas mentes caquéticas e limitadas (Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim) para transformar o Brasil em pária entre as nações.

Luiz Inácio da Silva, apesar de incensado, sempre soube que é incompetente. Sua alternativa foi viver no alto dos palanques, de onde nunca desceu para, realmente, começar a governar. Como estava previsto, não conseguiu fazer nada do que continua prometendo, apesar da egolatria que seus vassalos alimentam.

Entretanto (como lhe dita a alma de ditador) ele, o líder construído pela falácia, quer se perpetuar por meio de uma enganosa boneca de papel, que se desmancha e desaparece, ao menor eco da realidade; uma marionete que, em pouco tempo, será nada.

A nós, os cidadãos que sustentam esta longa farsa, restará a imensa conta que demandará muito sofrimento até ser paga.

4 comentários:

CAntonio disse...

Querida Saramar,

Enfim, o país cresce (apesar do governo espúrio), mas poderíamos estar em melhor situação.

Agora é lutar para que haja o desmonte da máquina que a gang espalhou em todas as administrações (diretas e indiretas).


Sem isso, qualquer que assuma a presidência estará nas mãos da quadrilha.

Tenho dúvidas se o Serra fará isso, sem sofrer represálias; se não o fizer 2014 será o retorno do mais corrupto (com a complacência dos meios de comunicação)

GrandAbraço,

Ari disse...

Saramar, inicialmente, obrigado, pelo post.
Bem sabemos que quem deveria lê-lo não o fará, mas sem dúvida ajuda a sedimentar consistentemente, para nós outros, o que ainda não havíamos formalizado e sintetizado tão bem.
Gostaria de puxar um fio da meada, sem saber no que vai dar. O senso comum nos traz de diversas formas um axioma fundamental, de origem tão difundida quanto misteriosa: expressões como "cada um terá o que merece", ou "a justiça tarda mas não falha", e concepções que pretendem estruturar a Ordem Natural tais como "Karma", "Necessidade Histórica" ou "Divina Providência", nos falam sobre inevitabilidade, destino, forças que nos transportam.
Não te parece que nosso país "colheu o que plantou"?
Vamos semear de novo: o Brasil pode mais e "nós merecemos mais"...

Lino Resende disse...

O grande mérito do Lula - se é que isso é mérito - e de não ter mudado a política de FHC. Graças a isso, crescemos. O resto é balela.

posturaativa disse...

Propaganda é a alma do negócio, mesmo que seja paga com o nosso dinheiro, parte do povo crê sem questionar e lá fora não é diferente, quando comento algo sobre o país com amigos estrangeiros eles não entendem e me criticam e já que parte da mídia internacional ainda bajula este senhor.