VERGONHA

Ontem estava revendo o filme Amistad. Em certo momento, alguém reclama da independência dos tribunais americanos. Outro alguém responde que essa independência é o que garante a liberdade do país. Que inveja!

Aqui neste país, as autoridades adotaram a postura do tudo é relativo, em nome do fortalecimento do líder. Neste relativismo moral (ou imoral?) inclui-se o fisiologismo peemedebista, eufemismo para falta de vergonha na cara dos que se vendem pelo melhor preço, pelo melhor cargo, por mais poder. E, claro, inclui-se quem compra os arrivistas.

A escola petista é tão eficiente que o mensalão, principal escândalo no governo anterior de Lula da Silva, já se incorpora sub-repticiamente à prática política, usando outras moedas de troca.

As negociações escancaradas e imorais fazem corar até as pedras. O que antes era feito de forma meio envergonhada, agora é discutido na mídia, como se fosse legítimo um detentor provisório de cargo governamental comprar apoios, usando as instituições públicas.

Mas, como diria o Professor Pangloss, tudo está bem no melhor dos mundos. Pelo menos é o que afirma o líder em seu costumeiro mantra fantasioso.

10 comentários:

O Meu Jeito de Ser disse...

Saramar querida vim agradecer sua visita tão meiga lá na minha casinha.
Seu blog é lindo, parabéns pelo lindo post sobre a discriminação. Agora falar dos políticos no nosso país é de dar nojo. Só falcatruas, uso do dinheiro público indevidamente, sujeiras, abuso da população.
Tudo em nome do poder. O poder a qualquer custo.
Um beijo.
Vou voltar sempre.

Alexandre, The Great disse...

Saramar.
Como viram que a evisceração do mensalão não representou nenhum óbice à re-eleição do "partido-que-rouba-e-manda-roubar"; simplesmente trataram de "institucionalizá-lo". A eleição dos presidentes da Câmara e do Senado transcorreram desta forma.
Doravante "comprar apoio tornou-se legal".
Ou não é isso que estamos assistindo?

Fábio Max disse...

E o pior, Saramar, é que a "oposição" não é muito diferente da situação em relativizar as coisas para beneficiar os cupinchas.

Suzy Tude disse...

Saramar, você tem toda a razão. Também sinto inveja e dor se misturarem, em relação à "Amistad". E concordo com o comentário do Alexandre (como ele faz falta naquele blog!)
Nós precisamos tomar a posição de quem não admite mais tanto descalabro. Precisamos unir forças e mostrar que pelo menos parte do povo desse país ainda tem vergonha na cara.

junior disse...

Eu ainda acho que essas coisas envergonham pouco, afinal, vejo poucas pessoas envergonhadas pelas ruas. Estão todos felizes com a "situação". Um beijo

DO disse...

O pior,SARAMAR,é que o nariz dele não cresce nunca,heheheh
beijos!

Ricardo Rayol disse...

No páis das leis que não pegam uma justiça relativa.. tudo a ver.

Mário disse...

Saramar, a coisa tá feia mesmo. O Judiciário anda tão atolado de processos que a justiça demora demais a chegar, isso quando chega.
O Estado não se preocupa em auxiliar o Judiciário porque é, na verdade, o maior réu deste país. E, a política partidária, como você lembrou no seu post, não passa de uma bandeira para o voto. Triste realidade brasileira. Abraços, Mário.

Cejunior disse...

Uma vez comentei com o David (o Genésio mesmo...), que do jeito que a coisa ia, só teríamos um partido. Veja só, com essa adesão em massa do PMDB ao governo, a oposição ficou restrita a 3 ou quatro partidos e mesmo assim, cheio de "fisiológicos" que mudam o voto ao sabor de seus interesses.
O governo parece que aprendeu alguma coisa com a história do mensalão e difícilmente algo parecido vai acontecer nestes quatro anos. Também tenho minhas dúvidas se teremos alguma CPI, até porque a oposição tem sido bem ineficaz na hora de se impor e de investigar.
Enfim, rumamos para o PUB - Partido Único do Brasil. (Sem gozação...).
Beijos.

Manoel Carlos disse...

Uma semana antes da eleição do atual presidente da Câmara dos Deputados, a coluna de Ancelmo Góes deu o endereço, na Barra da Tijuca, onde se pagava pelos votos dos parlamentares.